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A padronização de nomes geográficos é promovida em âmbito mundial pelas Nações Unidas por intermédio de seu Grupo de Peritos em Nomes Geográficos, criado na década de 1960 pelo Conselho Econômico e Social. Os países signatários (o IBGE participa como representante do Brasil, ao lado do Ministério das Relações Exteriores – MRE, representado pela Missão Diplomática do Brasil na ONU) buscam promover a padronização nacional e reportar os resultados por intermédio dos relatórios dos países, das divisões regionais/lingüísticas e dos grupos de trabalho temáticos que, em documentos técnicos, sugerem resoluções para serem votadas nas grandes conferências mundiais, realizadas a cada cinco anos. Além da Divisão da América Latina do Grupo de Peritos em Nomes Geográficos (GPNUNG), o Brasil participa da Divisão de Língua Portuguesa, criada em 2007. Diante do desafio da padronização, existem duas atitudes possíveis. A primeira interpreta os nomes como ferramentas de referência lingüística que devem ser adequadas às normas da língua, ou seja, grafadas de acordo com a pronúncia. A outra atitude encara os nomes geográficos como nomes próprios, parte de nossa herança cultural, não devendo, portanto, ser alterados e sim preservados.